
A Bahia recebeu, nesta terça-feira (19), as primeiras estruturas que serão utilizadas nas obras da Ponte Salvador–Itaparica. O carregamento, vindo da China, chegou ao Porto de Salvador com mais de 800 toneladas de materiais destinados à implantação do empreendimento.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, acompanhou a chegada da embarcação, que atracou na capital baiana após percorrer cerca de 17 mil quilômetros desde o Porto de Xangai. A carga, avaliada em aproximadamente R$ 17 milhões, foi transportada em 44 contêineres.
Segundo o governo estadual, os materiais serão encaminhados para os canteiros de obras instalados em Maragogipe e Vera Cruz, onde começarão as etapas iniciais da construção da ponte. A expectativa é que as obras tenham início no começo de junho.
O carregamento reúne 1.550 itens, incluindo estruturas metálicas, painéis de vigas Bailey, parafusos e componentes utilizados na montagem de uma plataforma provisória no mar. A estrutura será responsável por dar suporte à circulação de máquinas, equipamentos e trabalhadores durante a execução da obra.
De acordo com o governo, a tecnologia utilizada na plataforma é inédita no Brasil e já foi aplicada em grandes projetos internacionais. Entre os benefícios apontados está a redução no número de embarcações de apoio utilizadas na Baía de Todos-os-Santos.
A fase inicial de montagem da plataforma deve gerar cerca de 200 empregos diretos, entre soldadores, montadores e engenheiros. Já durante toda a execução da ponte, a previsão é de criação de aproximadamente 7 mil empregos diretos e indiretos.
Além das estruturas já desembarcadas, o canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, também começou a receber tubos de aço e equipamentos pesados que serão utilizados nas primeiras intervenções da obra.
A Ponte Salvador–Itaparica será executada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), firmada entre o Governo da Bahia e a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica, formada pelos grupos chineses China Communications Construction Company e China Railway Construction Corporation.
O contrato prevê 35 anos de concessão, sendo cinco anos destinados à construção e 29 anos para operação do sistema rodoviário.
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