
No Dia Mundial do Café, comemorado nesta terça-feira (14), a Bahia se destaca como líder na produção do grão no Nordeste e projeta uma safra expressiva para 2026. A estimativa é de 227,9 mil toneladas, o que representa 5,9% da produção nacional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Com esse volume, o estado ocupa a quarta posição no ranking nacional e reforça a importância do café para a economia baiana. A cultura foi responsável pelo quarto maior valor da agricultura estadual, com cerca de R$ 4 bilhões, equivalente a 8,5% do total.
De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, fatores como clima favorável, qualidade do solo e investimentos em tecnologia têm impulsionado a produção e garantido reconhecimento ao café baiano no mercado nacional e internacional.
Entre as variedades cultivadas, o café conilon (canephora) segue predominante, representando cerca de 60% da produção estimada, enquanto o café arábica responde por aproximadamente 41,6%.
A produção está concentrada principalmente nas regiões do Extremo Sul, Sudoeste e Chapada Diamantina, abrangendo cerca de 130 municípios. Entre os maiores produtores estão Itamaraju, Prado, Barra da Estiva, Porto Seguro e Barra do Choça.
Além das áreas tradicionais, o Oeste baiano vem se consolidando como um novo polo produtivo, com reconhecimento de qualidade por meio de certificações como a Indicação Geográfica (IG), concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
O estado também apresenta potencial de expansão para regiões como o Vale do São Francisco, além do Baixo Sul e Recôncavo, onde o cultivo pode contribuir para diversificação agrícola e fortalecimento da economia local.
Segundo o governo estadual, políticas públicas voltadas à modernização da produção, assistência técnica e fortalecimento de cooperativas têm sido fundamentais para o crescimento do setor, que segue como um dos pilares da agricultura baiana.
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