
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (4), a produção no Brasil da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Valneva.
O imunizante, chamado XCHIQ, já havia sido aprovado pela Anvisa em 2025, mas era produzido no exterior. Com a nova autorização, o Instituto Butantan passa a ser oficialmente um dos locais de fabricação, podendo realizar etapas do processo produtivo no país.
Segundo a agência, a versão nacional mantém os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia. A produção local deve facilitar a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos com maior risco de exposição ao vírus chikungunya. O uso, no entanto, é contraindicado para gestantes e pessoas com imunodeficiência ou imunossupressão.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela dengue. O vírus foi identificado nas Américas em 2013 e chegou ao Brasil em 2014. Atualmente, há registro de transmissão em todos os estados.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), cerca de 620 mil casos da doença foram registrados no mundo em 2025. No Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou mais de 127 mil casos e 125 mortes no mesmo período.
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